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Reforma tributária para quem faz audiovisual: o que muda, quando, e o que fazer em cada fase

Equipe UseKlaket · Atualizado em agosto de 2026 · Leitura de 8 min

A reforma tributária não é um evento, é uma transição de sete anos. Ela começou de leve em 2026, aperta em 2027 e só termina em 2033. Para quem faz filme, isso quer dizer que não existe um dia para se preocupar: existem quatro momentos diferentes, cada um exigindo uma coisa.

Este texto separa o que muda por fase e o que fazer em cada uma, com atenção ao ponto que quase nenhuma explicação genérica cobre: por que a conta de serviço é diferente da conta de comércio, e por que produtora sente isso mais do que a média.

O calendário, sem enfeite

A transição, ano a ano
2026
Ano de teste

Alíquota simbólica de 1%, compensável. Não mexe no seu caixa. É o ano de organizar o custo por categoria e descobrir quanto dele gera crédito.

2027
A virada

PIS e Cofins acabam. Entram CBS e Imposto Seletivo, o IPI vai a zero e o IBS começa a transição. MEI passa a emitir nota em toda operação, inclusive para pessoa física.

2029 a 2032
A rampa

ICMS e ISS caem ano a ano enquanto o IBS sobe. O cenário que fechava em 2029 pode não fechar em 2031: a conta vira revisão anual, não decisão única.

2033
Sistema completo

ICMS e ISS deixam de existir. Restam CBS e IBS, e a alíquota final, que até hoje ninguém pode afirmar qual será.

Sete anos de transição. Não existe um dia para se preocupar: existem quatro momentos, e cada um pede uma coisa diferente de você.

Uma coisa que ninguém pode te dizer ainda: a alíquota final. Ela será fixada ao longo da transição, e as estimativas que circulam são estimativas. Desconfie de qualquer texto, planilha ou vendedor que apresente o número de 2033 como fato.

O mecanismo que muda tudo: o crédito

O sistema novo funciona por crédito. Quem compra de você abate o imposto que veio na sua nota do imposto que ele mesmo tem a pagar. Numa cadeia de indústria e comércio isso corre bem, porque todo mundo compra insumo tributado e passa adiante.

Serviço é outra história, e produtora é o caso extremo. Olhe a estrutura de um job: cachê de direção, de fotografia, de som, de assistência, pró-labore, salário de quem é fixo. Nada disso gera crédito. Geram crédito a locação de equipamento, a pós contratada de PJ, a locação de espaço, os serviços de terceiros com nota.

Como na produtora a maior fatia do custo é gente, sobra pouco para creditar. É por isso que o setor de serviços aparece em toda análise séria como o mais exposto a aumento de carga. Não é pessimismo, é aritmética da estrutura de custo.

Se você é MEI

O MEI continua existindo. Duas mudanças práticas entram em 2027:

Nota fiscal em toda operação, inclusive quando o cliente é pessoa física. Muita coisa que hoje passa sem nota deixa de passar. Se você faz vídeo para pessoa física, casamento, ensaio, conteúdo para perfil pessoal, essa é a sua mudança principal.

O Relatório Mensal de Receitas Brutas acaba como formulário, mas a obrigação de comprovar a receita continua. O controle não some, muda de lugar.

O MEI tem tratamento próprio e não destaca CBS e IBS para transferir crédito ao cliente. Isso é neutro se você atende pessoa física, e é uma desvantagem competitiva crescente se você atende empresa, porque o concorrente que destaca crédito fica mais barato para o cliente no líquido. Se a sua carteira é toda de agência e marca, vale conversar com o contador sobre quando faz sentido sair do MEI.

Se você é Simples Nacional

Aqui existe uma decisão sua, com janela e prazo: escolher se IBS e CBS ficam dentro do DAS ou se você apura por fora, pelo regime normal. Por dentro é mais simples e o cliente pega crédito limitado. Por fora dá trabalho e o cliente contribuinte pega crédito integral.

Para produtora que fatura B2B, isso vira argumento comercial direto: pelo mesmo cachê bruto, quem passa crédito cheio custa menos para a agência. Escrevemos um texto só sobre essa decisão, com o que levar ao contador: a decisão de setembro que muda o seu preço em 2027.

Se você é Lucro Presumido

É o grupo com maior risco de sentir aumento, principalmente quem tem folha alta e pouco insumo com nota. Hoje o PIS e a Cofins no presumido são cumulativos e relativamente baixos; a CBS entra num desenho diferente, e sem crédito suficiente para abater, a conta pode subir. Simulação com números reais aqui não é luxo, é obrigação.

O que fazer em cada fase

Agora, em 2026. Descubra um número que quase ninguém tem de cabeça: quanto do seu custo anual gera crédito e quanto não gera. Separe o custo em duas colunas, gente de um lado, serviço e locação com nota de PJ do outro. Esse número é o que permite ao contador simular os cenários. Sem ele, qualquer conversa sobre reforma é conversa genérica.

Em 2027. Revise a sua tabela de preço. Se a sua carga subiu e você não repassou, o aumento saiu do seu lucro sem ninguém avisar. E confira se a sua emissão de nota está dando conta do volume novo, principalmente se você era MEI e emitia pouco.

De 2029 em diante. Refaça a conta todo ano. As alíquotas se movem em rampa até 2033, então o cenário que fechava em 2029 pode não fechar em 2031. Não é uma decisão, é uma revisão anual.

Onde o UseKlaket entra

Vamos ser precisos, porque nessa área promessa vaga custa caro. O UseKlaket não emite guia, não apura imposto e não vai apurar. Apuração de tributo é atividade privativa de contador registrado, e a gente não pretende atravessar essa linha.

O que o sistema faz é a parte que sobra para você, e que é justamente a que a reforma vai cobrar: custo lançado job a job, com categoria, separando o que é cachê do que é serviço de PJ com nota; o ano inteiro exportado numa planilha pronta para o contador, com receita por mês e por cliente e custo por categoria; e, para quem é MEI, o acompanhamento do faturamento contra o teto e o lembrete da data da guia.

Isso foi construído sem nenhuma alíquota escrita no código, de propósito. É o que faz o sistema atravessar a transição sem quebrar: quando o valor da guia mudar em 2027, o lembrete continua certo, porque ele nunca soube o valor. E quando o seu contador perguntar quanto do seu custo gera crédito, a resposta sai de um botão, e não de três dias remontando planilha.

O trabalho que serve para os dois lados

Repare que quase tudo que a reforma vai exigir é coisa que já melhora a sua gestão hoje: custo lançado job a job, categoria separada, nota anexada, saber a margem de cada projeto em vez de olhar só o extrato no fim do mês.

Quem já faz isso vai passar por 2027 com um ajuste de planilha. Quem fecha o mês juntando recibo na gaveta vai descobrir em janeiro que não tem como responder à pergunta mais básica do contador, que é quanto do seu custo gera crédito. A preparação, no fim, é a mesma coisa que a boa gestão. Só ganhou prazo.

Este texto é informativo e foi escrito a partir de fontes públicas, em agosto de 2026. Regras em transição mudam, e ele não é orientação tributária: quem analisa o seu caso e responde tecnicamente por ele é o seu contador.

O número que o seu contador vai pedir

O UseKlaket lança custo por job com categoria, separa o que é cachê do que é serviço com nota, e exporta o ano inteiro numa planilha pronta para a conversa.

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